Os três parceiros
— Aquela ali é extremosa demais, ou tem um demasiado recato ou é um desacato total, com ela não tem meio termo, na ponta em que ela atuar não têm limites. — calou-se e olhou pra mesa do lado.
— Esta é do tipo competente, porém indecisa, faz de tudo e bem feito, mas tem que ser comandada. — interrompeu mais uma vez e, acompanhando com o olhar uma nova desfilante, emendou:
— A que passou aqui por mim agora é decidida, toma logo as rédeas e não...! — calou-se de repente.
No exato momento em que ele proferia a sentença, a mulher, a qual ele se referia, virou repentinamente a cabeça e olhou na direção dele.
Ela não tinha ouvido o comentário, sim um grunhido que lhe soou estranho assustando-a. E ele, olhando na direção dela, jocosamente soltou o verbo no seu ininteligível falar de língua enrolada:
— Não estou falando de moral e bom costume, sim de saliência! — disse ele com o mesmo tom de voz pastosa e arrastada que comentava pra si suas observações.
E caiu na gargalhada.
A mulher seguiu, sem perder o prumo, o seu rumo em direção ao banheiro e nada entendeu. Atrás da divisória de treliças, que separa os ambientes, ficou examinando o bebum com um ar investigativo.
Sozinho na mesa do bar, sem saber que dava pé, ele se debatia no raso e se afogava na maior água. Bebera uma quantidade tão estúpida de caipirovodka – vodka, açúcar, limão e um toque de cachaça da fazenda – que perdera a conta e achara o desatino, tudo provocado pelo excesso de bebida e outras coisas. Mas esta caipirovodka, da qual ele se servia, seria a última. Palavras do guarda-vidas Alves, o garçom da praça em que ele estava sentado.
Todos garçons ali são gente boa: pacientes, bem-humorados, atentos e amigos. Conhecem muito bem a hora de encerrar o expediente do cliente que acumula trabalho e jamais dão oportunidade para aqueles que querem cumprir hora extra. Agem com extrema solicitude e muito rigor, sem ferir a suscetibilidade dos que se excedem na bebida.
Hoje ele chegou bem mais cedo do que o costume, no final da tarde, porém já não tinha noção de quanto tempo estava ali, inclusive até já esquecera quem era a mulher que viera encontrar. Sua lembrança havia se perdido no torpor causado pelo excesso de álcool e outras coisas.
— Quando cheguei ainda estava sol, agora tá escuro pra cacete. — repetia ele para Alves, tentando estimar o tempo que se encontrava ali analisando o perfil sexual das mulheres presentes.
Na sua prática investigatória ele aprecia detalhadamente o que elas trajam, como se adornam e maquiam, daí, as avalia, criteriosamente, conjugando as observações com os gestos, estudados ou não, que elas deixam escapar. Eles dizem tudo que elas são: Trajes, maquiagens e gestos.
Era um sujeito brincalhão que de vez em quando se excedia na gozação. Um bom vivant, mas não um estróina daqueles que dilapidam o que alguém amealhou. Trabalhava duro para se divertir a valer. Sabia chegar, permanecer e sair em quaisquer ambientes, porém vez ou outra tomava um porre e se tornava uma mala pesada sem alça. Muito bom de copo e pra chegar ao estado em que se encontrava, deve ter bebido um barril da sua bebida predileta. Uma exclusividade do Galeto do Castelo sugerida por ele, que inclusive fornece a cachaça utilizada no preparo, traz sempre que necessário uma boa carga da fazenda que possui no interior do Estado.
Quis levantar-se para ir ao banheiro, mas não conseguiu ficar de pé, caiu prostrado na cadeira. Repetiu a tentativa mais umas três vezes, grotescamente, sem sucesso. A força da gravidade parecia ter aumentado assustadoramente para ele. Alves, sempre atento, correu e o auxiliou a levantar e a chegar até a porta do banheiro.
Beto Carreira é um bem sucedido analista do mercado de ações. Ele, Neco Nheco-Nheco e Bibelô são três inseparáveis parceiros. Trabalham, atualmente, para corretoras diferentes, mas se juntam, sempre que surge oportunidade, no almoço, na saída ou em qualquer momento de folga. Num dia como o de hoje, sexta-feira, os três, normalmente não se afastariam um do outro se não fossem fortes motivos. Beberiam e beliscariam no Galeto do Castelo, depois beberiam e se fartariam na Termas Aeroporto, que fica quase em frente ao Galeto, ou em outras. Beto Carreira se ressentia da companhia dos amigos. Jamais se preocuparia com o bolo que levou se pelo menos um dos dois estivesse ali.
Segundo ele: beber, num bar, sozinho é um péssimo negócio. E hoje ele se via neste estágio por contingência do encontro frustrado e, agora, se lamentava do alto preço que pagara pelo bolo que levou. Estava num porre homérico.
Os pensamentos passavam desconexos e rápidos na sua mente, enquanto examinava a fisionomia no espelho do banheiro. Bolinara a garganta com os dedos até levá-la a um voluptuoso vômito. Lavara as mãos, a boca, o rosto e o torpor, causados pelo excesso de álcool e outras coisas. Logo após o ato sentia-se outro. Um pouco mais leve e menos tonto. Borrifou a boca com um spray, respirou fundo várias vezes e deu uma última e demorada olhada no perfil da própria silhueta refletida no espelho. Não se viu nitidamente, mas, também não se viu dois. E satisfeito com o que não viu, comentou para si mesmo:
— Porra! Não estou tão ruim assim.
Saiu do banheiro com passadas vacilantes e chegou ao seu lugar inteiro. Não esbarrou em nada e nem caiu. Pediu a Alves que lhe trouxesse um suco de abacaxi bem doce e a conta. Brigou um pouco com as teclas, mas conseguiu ligar para Neco Nheco-Nheco.
Neco Nheco-Nheco estava na Buenos Aires, 21. Informou que Bibelô nem fora trabalhar e que ficou em casa; não estava sentindo-se bem desde o dia anterior. E ele, quando deu por si, se encontrava ali em frente e então entrou na termas. Do outro lado da linha, Beto Carreira riu. Conhecia muito bem qual era o motivo do automatismo daquele rumo.
Neco Nheco-Nheco, um compulsivo sexual, depois de perambular por muitos pomares experimentando a sua fruta predileta, finalmente havia encontrado a moita ideal. Nela brotara a frutinha mais apetitosa da espécie que ele já havia provado. Encontrara, afinal, a outra banda de sua laranja depois de muita procura. Juntar as metades, era nisto que ele se empregava e era deste pensamento que ele se alimentava ultimamente.
Tentava, desde a primeira vez que a encontrara, convencê-la a viver com ele e ela resistia bravamente. Começara sondando a vida dela com as amigas, mais dele do que dela, seus gostos e preferências. Percebeu que poderia dar mais do que ela ansiava, sem se preocupar em receber em troca mais do que já desfrutava. Passou a oferecer a ela mil e uma vantagens, dentre elas um ganho bem maior do que o atual, mas ela resistia. Ela, durante todo período de assédio por parte dele, não apresentava argumentos sólidos que justificassem a sua decisão, motivo pelo qual, a princípio, ele achou que fosse jogada dela. Resistir à oferta para enlouquecer a procura e se vender muito mais caro, valorizando-se tremendamente. Mas a vida muitas vezes ignora as regras do mercado.
Neco Nheco-Nheco, percebendo o estado etílico que o amigo se encontrava, desligou o celular prometendo ir buscá-lo. Mas ele só se decidiu em sair depois de convencer a Mileide, este era o seu nome, não se sabe se de guerra ou próprio, a ir com ele. Ela a princípio relutou, dando uma desculpa pouco convincente, porém ao ouvir o motivo e o nome do motivador da saída aquiesceu, esforçando-se para demonstrar certa insatisfação em deixar a casa.
A autonomia dela, na casa, permitia sua saída a qualquer hora sem o constrangimento da gerente, mas não de um determinado cliente naquele momento. Mileide já era uma balzaquiana, mas, mesmo num ambiente onde a freqüência era atraída por menininhas cheirando a leite materno, tinha alguns fieis admiradores.
Neco Nheco-Nheco percebeu a movimentação do admirador, que os observavam furtivamente, tentando assediá-la, assim que ela se afastou dele, e se retesou, mas esperou a reação dela. Ela segredou alguma coisa com o admirador, apontou na direção onde ele se encontrava e seguiu o seu rumo. Os olhares, rivalizados pelo ciúme, se encontraram e trocaram chispas de ódio e orgulho num duelo de incertezas no qual ambos saíram derrotados.
Quatro latinhas de cerveja depois de sua partida, Mileide retornou e Neco Nheco-Nheco, em meios aos arroubos de arrotos imprevistos e elogios incontidos, demonstrava toda a sua devoção. Ainda surpreso pelo impacto causado pela súbita aparição daquele belo e enfeitado espécime da raça, ele procurou entre os clientes o seu rival com um olhar triunfal, pois na sua cabeça já havia se decido em partir só, logo após a quarta e derradeira cerveja. Não o encontrou e deixou que a frustração roubasse quase toda a sua felicidade, restaram a ele apenas algumas migalhas de lânguida euforia.
Embora na termas eles se relacionassem como dois grandes amantes, fora Neco Nheco-Nheco se comportava como um pretendente que esgotara todos os seus argumentos, mas ainda nutria esperanças e cercava a pretendida para evitar possíveis concorrentes. No táxi, seguindo em socorro ao chamado de Beto Carreira, conversavam como dois grandes amigos, ainda que ele não se furtasse de fazer carga declaratória a cada deixa dela. O papo acabou girando sobre os três parceiros e ela perguntou por Bibelô, estranhando a dispersão do trio numa sexta-feira. Neco Nheco-Nheco fez um comentário sobre o mal-estar alegado por Bibelô pouco antes dele ir se encontrar com ela. Ela levantou a sobrancelha com um ar de preocupação e perguntou:
— O que ele tem?
— Sei lá! Só disse que não estava se sentindo bem. Deve ser mais uma das suas frescuras. — respondeu Neco Nheco-Nheco sem a menor sombra de preocupação.
— Ligue para ele — pediu ela com um tom imperativo e prontamente atendido por ele.
Neco Nheco-Nheco fez a ligação, passou o celular para ela e ficou a olhá-la interrogativamente, enquanto ela aguardava em silêncio, sem dar a menor atenção pra ele, alguém atender. Depois de um tempo, que não incomodou em momento algum a ansiedade dela, ela começou:
— Oi meu amor, aqui é a Mileide, como está passando? — após um breve, mas angustiante silêncio ela tornou a falar.
— Eu e o Neco vamos buscar o Beto, que tá de porre lá no Galeto do Castelo, e partir diretamente para a sua casa. — disse ela passando o celular para Neco.
— Pô, cara! Você disse que era uma coisa à toa! Agora fala de febre, dor de cabeça e diarréia! Não é melhor você ir para o hospital e a gente te encontrar lá? — chegaram ao Galeto do Castelo.
Enquanto Neco Nheco-Nheco despachava o táxi Mileide entrou rapidamente à procura de Beto Carreira. Assim que ela abriu a porta, ele, devido à distância e o estado, não a reconheceu de chofre, mas numa rápida avaliação, ante a sua esfuziante entrada, soltou o verbo:
— Esta sim é muito poderosa! — Mileide, traída pela ânsia de encontrá-lo, não o enxergava.
Ele, ainda, sem reconhecê-la, não resistiu a aquela aparição e lhe mandou um psiu. Ela olhou na direção do som, o reconheceu e entrou convergindo todos os olhares. À medida que ela ia se aproximando e se ajustando a nitidez das pupilas dele, mais ele aumentava a sua expressão de admiração. Ela parou à frente de Beto Carreira e ele foi elevando o olhar vagarosamente, despindo-a de cada peça despudoradamente, até cruzarem o olhar. Ele piscou várias vezes como se não acreditasse no que via e ela, desconcertada com o estado que ele se encontrava.
Acostumada com mil e uma situações da noite ela resolveu usar um arriscado tratamento de choque.
— Vamos rápido pra casa do Bibelô que ele está morrendo! — o efeito foi imediato, Beto, como se fora impulsionado por uma mola poderosa, saltou da cadeira balbuciando palavras ininteligíveis e, puxado por Mileide, saiu andando, normalmente, em direção à porta, onde Neco Nheco-Nheco os aguardava conversando com Aragonês, sócio-gerente da casa.
Neco Nheco-Nheco, ao volante do carro de Beto Carreira, voou baixo do Castelo a Botafogo. Bateu o recorde de velocidade cobrindo aquele trecho.
Aos quarenta e dois anos, aparentando cerca de dez anos a menos, Bibelô, o mais velho dos três, é o que se chama hoje de metrossexual desde dos seus dezessete anos. Um perfeito almofadinha, parece sempre, a qualquer hora do dia, um recém saído do banho: perfumado, cabelos alinhados, evidenciando o corte, barba escanhoada, unhas e pele bem cuidadas. A roupa, sempre muito bem passada, parece ter sido vestida pouco antes de olharmos para ele.
Chegaram ao apartamento de Bibelô e se espantaram com o seu aspecto, embora o seu estado de abatimento com a doença fosse mínimo. É que eles nunca viram Bibelô com a aparência tão descuidada.
Beto Carreira, milagrosamente refeito do porre, mas ainda assustado, foi o primeiro a falar.
— E aí garotão o que houve? Você está com uma aparência nada boa! Já se consultou com algum médico? — Bibelô, que já se encontrava sentado, acompanhado de Mileide, num sofá de um lugar, enquanto ela acomodada no braço do sofá lhe fazia um cafuné, respondeu calmamente:
— Estive no médico na madrugada de quinta-feira levado pelo fígado e trouxe em companhia dele uma infecção intestinal. Estou medicado, mas os sintomas ainda não me abandonaram por completo. Mas estou sentindo que um milagre está se processando. — disse ele elevando o olhar para Mileide, tomando a mão dela e colocando entre as deles após beijá-la.
Neco Nheco-Nheco se remexeu nervosamente em seu lugar atraindo os olhares de todos. Para dissimular se levantou e perguntou meio sem graça:
— Tem cerveja nesta casa?
— Vá à geladeira e escolha. — disse Bibelô.
— Quem vai? — tornou a falar Neco Nheco-Nheco.
Mileide fez um sinal positivo e Beto Carreira pediu uma coca. E Neco Nheco-Nheco, olhando para Beto Carreira com ar de deboche, emendou:
— Qual? — Beto Carreira, com um brilho de reprimenda no olhar, respondeu friamente:
— Light. — Neco Nheco-Nheco, sem graça, saiu e foi buscar as bebidas.
Beto Carreira se levantou e num gesto de comoção desalinhou, mais ainda, os cabelos de Bibelô. Ficou olhando-o por alguns segundos, beijou-lhe carinhosamente ambas as faces e se encaminhou para a larga janela.
Mileide, que observava enternecida a fraterna cena, ali naquele momento teve a noção exata da dimensão do choque que provocara em Beto Carreira. Beijou a testa de Bibelô e se encaminhou para onde Beto Carreira estava. Beto Carreira olhava o vazio com os olhos marejados e evitou encará-la antes de secá-los disfarçadamente. Ela abraçou-o por trás, beijou-lhe a nuca e se desculpou.
— Meu amor, me perdoe o mau jeito, mas foi a única maneira que achei que pudesse tirar você rapidamente daquele estado. Só agora percebi o que poderia ter causado. — Beto Carreira se virou de frente para ela, que o segurou pelos ombros, e recebeu um selinho no momento em que Neco Nheco-Nheco voltava com as bebidas.
Neco Nheco-Nheco, num esforço supremo, segurou a onda de ciúme que inundou o seu amar revolto, mas deixou respingar um pouco de ressentimento ao entregar as bebidas.
Em outra situação Neco Nheco-Nheco entregaria os copos, abriria as latinhas e serviria o primeiro gole, mas hoje ele, propositadamente, esqueceu a cortesia. Mileide, que percebera, desde o primeiro momento, o clima instável provocado pelo vento que soprava lá dos lados de Neco Nheco-Nheco, amenizou o ambiente.
— Oh meu amor! Onde está a gentileza que sempre lhe acompanha? Abra a latinha pra nós. — Neco Nheco-Nheco pediu desculpas, abriu as latinhas e serviu o primeiro gole.
Levou uma bitoca de gorjeta e rindo de orelha a orelha se afastou e foi conversar com Bibelô.
Mileide e Beto Carreira se viraram para o passeio e continuaram a conversar na janela. Ela em tom de confidência comentou a mudança de comportamento de Neco Nheco-Nheco, quando ela e os três se encontram fora da termas.
— Ele se comporta como se fosse o meu dono e sente ciúmes de vocês dois, mais de você do que de Bibelô. Eu nunca me comprometi ou prometi nada a ele! — Beto Carreira intercedeu em favor do amigo dizendo que não foi por falta de insistência dele.
E ela na defensiva retrucou confessando gostar de se relacionar com os três, mas de forma diferente.
— De forma diferente! Como? — espantou-se Beto Carreira com ar de nenhum entendimento.
Mileide, então começou a discorrer:
— Se eu tiver que optar por um de vocês ele seria o último. Você seria o primeiro, pois com você eu sou inteira, com você eu sou corpo e alma a minha entrega é total. Bibelô é galante, sedutor e adora conversar francamente quando encontra a mulher certa. Entre vocês três é o que mais fica comigo e o que menos transa. Neco só me tem o corpo, ele é um insaciável e pensa em sacanagem o tempo todo. Só conversa quando o assunto é sobre eu deixar a casa para morar com ele. Eu não os conhecia, mas já gostava de vocês de tanto Bibelô falar da amizade que os uniam e comentar as andanças e loucuras de vocês, principalmente depois da sua separação e a do Neco. Mas eu acho que apesar das diferenças eu conseguiria ser fiel aos três.
Beto Carreira virou de costas para a janela, emudeceu e pensativo ficou olhando para os dois parceiros que conversavam no fundo da sala. De repente ele irrompeu numa estrondosa e interminável gargalhada assustando a todos, pois só terminou depois de uma sincope de curta duração. Ainda entorpecido abriu os olhos e se viu olhado de cima por três semblantes preocupados. Sentou-se, olhou para os três apertando os olhos, como quisesse se esconder atrás das palavras que diria, e detonou a bomba:
— Vamos nos casar? — Mileide, Neco Nheco-Nheco e Bibelô, sem nada entender, ficaram olhando-o com um espanto talvez maior do que se estivessem diante de um extraterrestre.
Até que Mileide saindo do estado catatônico balbuciou:
— Dá pra você destrinchar melhor o que quer dizer. — Neco Nheco-Nheco e Bibelô, ainda meio abobalhados, sentaram trocando olhares alusivos a uma possível loucura do parceiro.
Beto Carreira olhou demoradamente para Mileide, depois para Neco Nheco-Nheco e por fim para Bibelô e sorriu largamente.
Um a um todos se levantaram, se juntaram num abraço único e Beto Carreira exclamou:
— Todos para uma e uma para todos!
sexta-feira, 1 de maio de 2009
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