domingo, 12 de agosto de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Matéria para o jornal O SHOW - edição 2 - janeiro de 2012
FUTEVÔLEI - das areias de Copacabana para o mundo -
“O Futevôlei se originou do nosso jeitinho de driblar uma proibição. Não há, portanto, um esporte mais genuinamente brasileiro do que o Futevôlei”.
Kaju Filho
O futevôlei é um esporte que surgiu da picardia do cidadão brasileiro em reagir, criativamente, as imposições que cerceiam suas atividades de prazer e lazer. Tratando-se aqui, no caso, mais especificamente do espírito aglutinador do acalorado povo carioca, como éramos denominados na época.
Andávamos na metade da década de 60 e, apesar de estarmos em pleno verão, era um tempo obscuro e de muitas proibições. O time do governo jogava com uma força excessiva, mas ainda assim, com toda a sua austeridade e plantada linha dura, na qual a marcação cerrada e violenta de seus beques eram a tônica, não conseguiu dobrar a criatividade dos hábeis craques praianos.
Impedidos e perseguidos por jogarem suas tradicionais peladas e linhas de passes nas areias da praia, mesmo distantes dos banhistas, os boleiros de Copacabana resolveram inovar. Juntaram seus apetrechos e se mudaram para uma rede de voleibol. Naquele espaço retangular, delimitado por fitas e separado por uma rede suspensa, onde a prática esportiva era oficialmente permitida, os fiscais, atletas do truculento time governamental, se viram impedidos de utilizar sua tática de antijogo. E, assim, a habilidade dos craques praianos derrotou a força...
Centrada no bom senso e no discernimento, esta tática inteligente, que impediu a violência dos adversários, fez o jogo fluir e surgir um novo esporte. Estava estabelecido mais um marco de resistência popular: O futevôlei.
Para jogarem suas partidas, os boleiros de Copacabana precisaram dividir o novo espaço com a turma do voleibol. E, embora muitos dos praticantes fossem partidários das duas modalidades, tal fato, a princípio, não impediu que a novidade trouxesse uma certa desordem naquele ensolarado e bronzeado cotidiano. As acaloradas discussões sobre de quem era a vez de jogar, a falta de critérios para nortear as longas partidas de futevôlei e outras pendengas tomavam muito tempo da diversão. O grande número de jogadores e o reduzido número de quadras eram problemas que clamavam por uma solução imediata.
Normas de ocupação das quadras e regras para a realização do jogo foram então estabelecidas, democraticamente, como tudo que sempre foi do interesse praieiro, para que a ordem fosse mantida e a modalidade, em progresso, seguisse divertida.
Começou-se jogando cinco de cada lado, no entanto, com o avanço do tempo, surgiram os jogos de duplas e a prática se expandiu por outras praias. Com a adesão de alguns jogadores de futebol, no início, e mais tarde de atores, atrizes e profissionais das diversas cadeias de informações, o passatempo ganhou status de esporte com as realizações de apresentações e torneios com grande afluência de público.
Hoje em dia quadras, duplas e, às vezes, jogos de um contra um – umplas – são realizados em todo o Brasil. Os campeonatos e torneios, entre jogadores de ambos os sexos, organizados por Confederações e Federações, que contam com apoios dos Governos e da iniciativa privada, são disputados em vários países dos cinco continentes.
Brevemente, com certeza, esta modalidade nascida nas areias da Princesinha do Mar, como resistência a uma estapafúrdia proibição, irá se tornar um esporte olímpico.
“O Futevôlei se originou do nosso jeitinho de driblar uma proibição. Não há, portanto, um esporte mais genuinamente brasileiro do que o Futevôlei”.
Kaju Filho
O futevôlei é um esporte que surgiu da picardia do cidadão brasileiro em reagir, criativamente, as imposições que cerceiam suas atividades de prazer e lazer. Tratando-se aqui, no caso, mais especificamente do espírito aglutinador do acalorado povo carioca, como éramos denominados na época.
Andávamos na metade da década de 60 e, apesar de estarmos em pleno verão, era um tempo obscuro e de muitas proibições. O time do governo jogava com uma força excessiva, mas ainda assim, com toda a sua austeridade e plantada linha dura, na qual a marcação cerrada e violenta de seus beques eram a tônica, não conseguiu dobrar a criatividade dos hábeis craques praianos.
Impedidos e perseguidos por jogarem suas tradicionais peladas e linhas de passes nas areias da praia, mesmo distantes dos banhistas, os boleiros de Copacabana resolveram inovar. Juntaram seus apetrechos e se mudaram para uma rede de voleibol. Naquele espaço retangular, delimitado por fitas e separado por uma rede suspensa, onde a prática esportiva era oficialmente permitida, os fiscais, atletas do truculento time governamental, se viram impedidos de utilizar sua tática de antijogo. E, assim, a habilidade dos craques praianos derrotou a força...
Centrada no bom senso e no discernimento, esta tática inteligente, que impediu a violência dos adversários, fez o jogo fluir e surgir um novo esporte. Estava estabelecido mais um marco de resistência popular: O futevôlei.
Para jogarem suas partidas, os boleiros de Copacabana precisaram dividir o novo espaço com a turma do voleibol. E, embora muitos dos praticantes fossem partidários das duas modalidades, tal fato, a princípio, não impediu que a novidade trouxesse uma certa desordem naquele ensolarado e bronzeado cotidiano. As acaloradas discussões sobre de quem era a vez de jogar, a falta de critérios para nortear as longas partidas de futevôlei e outras pendengas tomavam muito tempo da diversão. O grande número de jogadores e o reduzido número de quadras eram problemas que clamavam por uma solução imediata.
Normas de ocupação das quadras e regras para a realização do jogo foram então estabelecidas, democraticamente, como tudo que sempre foi do interesse praieiro, para que a ordem fosse mantida e a modalidade, em progresso, seguisse divertida.
Começou-se jogando cinco de cada lado, no entanto, com o avanço do tempo, surgiram os jogos de duplas e a prática se expandiu por outras praias. Com a adesão de alguns jogadores de futebol, no início, e mais tarde de atores, atrizes e profissionais das diversas cadeias de informações, o passatempo ganhou status de esporte com as realizações de apresentações e torneios com grande afluência de público.
Hoje em dia quadras, duplas e, às vezes, jogos de um contra um – umplas – são realizados em todo o Brasil. Os campeonatos e torneios, entre jogadores de ambos os sexos, organizados por Confederações e Federações, que contam com apoios dos Governos e da iniciativa privada, são disputados em vários países dos cinco continentes.
Brevemente, com certeza, esta modalidade nascida nas areias da Princesinha do Mar, como resistência a uma estapafúrdia proibição, irá se tornar um esporte olímpico.
sábado, 10 de dezembro de 2011
UM DIA DE FUTEVÔLEI – Kaju FilhoNeste romance, com apresentação de Rubens Figueiredo, ambientado em torno de uma quadra de futevôlei, num dia de sol escaldante e de grande afluência à praia, Kaju Filho faz sua estréia como romancista.
168 páginas – R$ 20,00
Contatos: tel. : 021-2239-1085 e cel. 21- 7528-3631
e_mail: kajufilho@gmail.com
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Após longa e preguiçosa ausência, estou aqui de volta! É que eu não poderia deixar passar sem alardear, aos quatro cantos do micro-universo dos meus leitores, mais três conquistas deste professor, escritor e tradutor: Rubens Figueiredo.
Colecionador de prêmios literários, Rubinho – é assim que o chamo, pois tenho o prazer de gozar da sua amizade - acrescentou, neste final de ano, mais dois troféus a sua coleção.
Os prêmios: São Paulo de Literatura e Portugal Telecom de Literatura, conferidos ao romance “Passageiro do fim do dia”, vieram para colocá-lo, definitivamente, no rol dos grandes escritores de língua portuguesa.
Rubens Figueiredo, como tradutor, nos brinda com uma primorosa e laboriosa tradução de Guerra e paz de Liev Tolstoi.
Preservando traços lingüísticos do romance, traduz diretamente do russo, ele mantém o tempero dos diálogos travados entre os nobres e o povo, proporcionando ao leitor um saboroso deleite.
Colecionador de prêmios literários, Rubinho – é assim que o chamo, pois tenho o prazer de gozar da sua amizade - acrescentou, neste final de ano, mais dois troféus a sua coleção.
Os prêmios: São Paulo de Literatura e Portugal Telecom de Literatura, conferidos ao romance “Passageiro do fim do dia”, vieram para colocá-lo, definitivamente, no rol dos grandes escritores de língua portuguesa.
Rubens Figueiredo, como tradutor, nos brinda com uma primorosa e laboriosa tradução de Guerra e paz de Liev Tolstoi.
Preservando traços lingüísticos do romance, traduz diretamente do russo, ele mantém o tempero dos diálogos travados entre os nobres e o povo, proporcionando ao leitor um saboroso deleite.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A propósito do dia 13 de maio
Zumbi! O que foi você?
Kaju Filho
Zumbi! Eu queria saber como era:
Organizar um vastíssimo quilombo
Com seus vários e diversos mocambos.
Zumbi! Eu queria saber como era:
Alimentar aqueles milhares de bocas
Falando de fome em várias línguas.
Zumbi! Eu queria saber como era:
Transformar em utilizáveis coisas toscas
Para, na resistência, não viverem à mingua.
Zumbi! Eu queria saber como era:
Promover o convívio dos moradores
E sofrer o martírio de punir seus desatinos.
Zumbi! Eu queria saber como era:
Proteger os domínios dos invasores
E ter de cuidar de muitos destinos.
Zumbi! Quero saber o que você era!
É Zumbi!
Resgatá-lo é mais do que preciso!
Pois tudo sobre ti é impreciso
É muito pouco provável.
O que é por demais lamentável
Para a história de uma nação,
Que nega a ti sua verdadeira dimensão,
E para a dignidade de uma raça
Que sobreviveu a desgraça.
Não só de ter sido escrava,
Mas de ser jogada ao relento
E resistir de maneira brava
Sem se entregar ao desalento,
Porém de forma ordeira.
E seguir por aí, sem eira nem beira,
A vagar errante, sem direito a nada,
A amargar uma liberdade não conquistada.
Kaju Filho
Zumbi! Eu queria saber como era:
Organizar um vastíssimo quilombo
Com seus vários e diversos mocambos.
Zumbi! Eu queria saber como era:
Alimentar aqueles milhares de bocas
Falando de fome em várias línguas.
Zumbi! Eu queria saber como era:
Transformar em utilizáveis coisas toscas
Para, na resistência, não viverem à mingua.
Zumbi! Eu queria saber como era:
Promover o convívio dos moradores
E sofrer o martírio de punir seus desatinos.
Zumbi! Eu queria saber como era:
Proteger os domínios dos invasores
E ter de cuidar de muitos destinos.
Zumbi! Quero saber o que você era!
É Zumbi!
Resgatá-lo é mais do que preciso!
Pois tudo sobre ti é impreciso
É muito pouco provável.
O que é por demais lamentável
Para a história de uma nação,
Que nega a ti sua verdadeira dimensão,
E para a dignidade de uma raça
Que sobreviveu a desgraça.
Não só de ter sido escrava,
Mas de ser jogada ao relento
E resistir de maneira brava
Sem se entregar ao desalento,
Porém de forma ordeira.
E seguir por aí, sem eira nem beira,
A vagar errante, sem direito a nada,
A amargar uma liberdade não conquistada.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
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